The Socio-Psychic Knots of Teacher Burnout in Brazil
##plugins.themes.bootstrap3.article.main##
Keywords
Agotamiento profesional, burnout docente, Síntoma Social Dominante
Resumo
The literature indicates that teachers are among the professional groups most susceptible to developing burnout syndrome. To deepen understand this phenomenon, we analyze data collected in Brazil between 2020 and 2022, specifically through 16 socio-clinical interviews conducted during the COVID-19 pandemic. Using the framework of Clinical Sociology, our objective is to examine the socio-psychic knots of burnout in order to address it in all its complexity. We argue that burnout serves as a Dominant Social Symptom of contemporary teaching work, particularly as a consequence of the erosion of meaning in professional activities. This symptomatic exhaustion reflects the intensification of managerial frameworks within the educational field. Our conceptual approach seeks to challenge the prevailing narrative that tends to individualize teacher burnout, often by attributing it to psychological factors while overlooking the structural contradictions and conflicts inherent in teachers' work. Indeed, our data suggest that teacher burnout is fundamentally a collective and institutional phenomenon—an expression of a broader socio-historical process marked by the flexibilization and precarization of labor relations.
Referências
Antunes, Ricardo. (2018). O privilégio da servidão: o novo proletariado de serviços na era digital. São Paulo: Boitempo.
Baade, Joel Haroldo., Gabiec, Cristiane Elizabeth., Carneiro, Fabiana Kitiane., Micheluzz, Sandra Ciane Prawucki., Meyer, Pablo Andrés Reyes. (2020). Professores da educação básica no Brasil em tempos de COVID-19. HOLOS, Natal, 5(1), 1-16, 2020. https://doi.org/10.15628/holos.2020.10910
Basoli, Laura Pampana., Benelli, Silvio José. (2019). Medicalização como Sintoma Social Dominante: estratégias a partir do Paradigma Psicossocial. Revista de Psicologia da UNESP, Assis, 18(1), 217-242.
Benelli, Silvio José., Périco, Waldir., Costa-Rosa, Abílio da. (2017). Por um psicólogo não normalizador no contexto das instituições públicas. Revista de Psicologia da UNESP, 16(1), 01-17.
Benevides-Pereira, Ana Maria (Org.). (2002). Burnout: quando o trabalho ameaça o bem-estar do trabalhador. Casa do Psicólogo.
Braz, Matheus Viana. Paradoxos do trabalho: as faces da insegurança, da performance e da competição. Curitiba: Appris, 2019.
Braz, Matheus Viana. Trabalho, Sociologia Clínica e Ação: alternativas à individualização do sofrimento. Porto Alegre: Editora Fi, 2021. https://doi.org/10.22350/9786559171194
Braz, Matheus Viana., Silva, Pedro Henrique Isaac., Carreteiro, Teresa Cristina., Nunes, Christiane Girard Ferreira. (2024). (Orgs.). Sociologia Clínica e Psicossociologia: teorias e práticas. Série Sociologia Clínica. Cachoeirinha: Editora Fi. https://doi.org/10.31234/osf.io/r7bfh
Cardoso, Hugo Ferrari., Baptista, Makilim Nunes., Sousa, Denise Francioni Amorim de., Goulart Júnior, Edward. (2017). Síndrome de Burnout: Análise da literatura nacional entre 2006 e 2015. Revista Psicologia: Organizações e Trabalho, Brasília, 17(2), 121-128. https://doi.org/10.17652/rpot/2017.2.12796
Carlotto, Mary Sandra. (2002). A Síndrome de Burnout e o trabalho docente. Psicologia em Estudo, Maringá, 7(1), 21-29. https://doi.org/10.1590/S1413-73722002000100005
Carlotto, Mary Sandra., Palazzo, Lilian dos Santos. (2006). Síndrome de Burnout e fatores associados: um estudo epidemiológico com professores. Cadernos de Saúde Pública, Rio de Janeiro, 22(5), 1017-1026. https://doi.org/10.1590/S0102-311X2006000500014
Carlotto, Mary Sandra., Câmara, Sheila Gonçalves. (2007). Preditores da Síndrome de Burnout em professores. Psicologia Escolar e Educacional, Campinas, 11(1), 101-110. https://doi.org/10.1590/S1413-85572007000100010
Castel, Robert. La insécurité sociale. Paris: Seuil, 2003.
Castro, Fernando Gastal de. (2013). Burnout e complexidade histórica. Revista Psicologia, Organizações e Trabalho, Florianópolis, 13(1), 49-60. http://pepsic.bvsalud.org/pdf/rpot/v13n1/v13n1a05.pdf
Codo, Wanderley., Vasques-Menezes, Iône. (2000). Burnout: Sofrimentos psíquicos dos trabalhadores em educação. Cadernos de Saúde do Trabalhador: Central Única dos Trabalhadores. http://www.ia.ufrrj.br/ppgea/conteudo/conteudo-2007/T1-6SF(Educao)/Burnout_Cartilha_CNTE_e_CUT.pdf
Costa, Maico Fernando., Dionísio, Gustavo Henrique. (2020). Aproximações possíveis: Marx e Freud, a práxis da psicanálise e a política. Revista Internacional de Humanidades, São Paulo, 09(01), p. 23-31. https://doi.org/10.37467/gka-revhuman.v9.2473
Couto, Maria Fernanda Flausino,. Braz, Matheus Viana. Da perspectiva nosográfica à sócio-clínica: desafios para o diagnóstico da síndrome de burnout. Revista Laborativa. 12(2): 06-32, 2023. http://ojs.unesp.br/indexphp/rlaborativa
Dalcin, Larissa., Carlotto, Mary Sandra. (2017). Síndrome de Burnout em Professores no Brasil: considerações para uma agenda de pesquisa. Psicologia em Revista, São João del Rei, 23(2), 745-771. https://doi.org/10.5752/P.1678-9563.2017v23n2p745-770
Dardot, Pierre., Laval, Christian. (2016). A nova razão do mundo: ensaio sobre a sociedade neoliberal. Tradução: M. Echalar. São Paulo: Boitempo.
Dejours, Christophe. (2012). Trabalho vivo: trabalho e emancipação. Tradução: Frank Sudant. Brasília: Paralelo 15.
Freud, Sigmund (1929). El malestar en la cultura. In: Obras Completas, vol. XXI. Buenos Aires: Amorrortu, 1996.
Foucault, Michel. (1997). A arqueologia do saber. Rio de Janeiro: Forense Universitária.
Gaulejac, Vincent de. (1999). L’histoire en héritage: roman familial et trajectoire sociale. Paris: Éditions Payot & Rivages, 2012.
Gaulejac, Vincent de. (2007). Gestão como doença social: ideologia, poder managerial e fragmentação social. Tradução: Ivo Storniolo. Aparecida: Ideias & Letras.
Gaulejac, Vincent de., Guerrero, Patricia. (2017). Gestión Paradojante, un sistema que nos está volviendo locos. In: Foladori, Horacio., Guerrero, Patricia. (Orgs.). Malestar en el trabajo: desarrollo y intervención. pp. 13-27. Santiago: LOM Ediciones.
Gaulejac, Vincent de. (2020). Dénouer les noeuds sociopsychiques: Qaund le passé agit en nous. Paris : Odile Jacob.
Gaulejac, Vincent de., Hanique, Fabienne. (2024). O capitalismo paradoxante: um sistema enlouquecedor. São Paulo: Hucitec.
Guerrero, Patricia Morales., Chateu, Manuel Gárate., Imas, Elisa Ansoleaga., Balboa Gallardo, J. Marcelo., Mezzano, José Tomas Saffirio., Carbullancautor, Alejandra Nuñez., Fuenzalida, M. Valentina Urrutia. (2019). Laboreal, 15(02), 01-25. https://doi.org/10.4000/laboreal.15509
Laplanche, Jean., Pontalis, Jean-Bertrand Lefebvre. (2001). Vocabulário da Psicanálise. Tradução de P. Tamen. ed. 4, São Paulo: Martins Fontes.
Maslach, Christina., Shaufeli, Wilmar. (1993). Historical and Conceptual Development of Burnout. In W. Shaufeli, C. Maslach, T. Marek. (Orgs.). Professional Burnout: Recent Developments in Theory and Research. pp. 01-26, Taylor & Francis.
Maslach, Christina., Leiter, Michael. (1997). Trabalho: fonte de prazer ou de desgaste? Campinas: Papirus.
Melman, Charles. (1992). Alcoolismo, delinquência, toxicomania: uma outra forma de gozar. São Paulo: Escuta.
Melman, Charles. (2003). Novas formas clínicas no início do terceiro milênio. Porto Alegre: CMC.
Mello, Édina Maria Machado de. (2021). Direito à desconexão e dano existencial no trabalho remoto de profissionais da educação. Dissertação (Mestrado em Ciências Sociais Aplicadas), Universidade Estadual de Ponta Grossa. Ponta Grossa. 118f.
Oliveira, Dalila Andrade. (2015). Nova gestão pública e governos democrático-populares: contradições entre a busca da eficiência e a ampliação do direito à educação. Educação & Sociedade, 36(01), 625-646. https://doi.org/10.1590/ES0101-73302015152440
Oliveira, Leonardo Walas de., Ribeiro, Luis Antônio. (2022). Reflexões sobre a precarização do trabalho docente na América Latina. Trabalho & Educação, Belo Horizonte, 31(3), 29-47. https://doi.org/10.35699/2238-037X.2022.40831
Pessanha, Fabiana Nery de Lima., Trindade, Regina Aparecida Correia. (2022). A pandemia da Covid-19 e a precarização do trabalho docente no Brasil. Revista Actualidades Investigativas em Educación, Costa Rica, 22(02), 01-28. https://doi.org/10.15517/aie.v22i2.48916
Peze, Marie. (2022). Prévenir et soigner le burn-out. Paris: Éditions First.
Santos, Isabela Teodoro., Couto, Maria Fernanda Flausino., Pereira, Michelle Morelo., Braz, Matheus Viana. Síndrome de Burnout em professores durante a pandemia da COVID-19. Psicologia em Pesquisa. 17(1):e35535, 2023. https://doi.org/10.34019/1982-1247.2023.v17.35535
Silva, Edson Flávio Barbosa. (2006). Mal-estar na cultura: das articulações discursivas à emergência dos sintomas sociais. Mestrado Acadêmico em. Universidade Católica de Pernambuco, Programa de Pós-graduação em Psicologia, 239f.
Silva, Amanda. (2020). Da uberização à youtuberização: a precarização do trabalho docente em tempos de pandemia. Revista Trabalho, Política e Sociedade, 5(9), 587-610. http://costalima.ufrrj.br/index.php/RTPS/article/view/698
Souza, Katia Reis., Xxxxx , Gideon Borges., Rodrigues, Andréa Maria., Felix, Eliane Guimarães., Gomes, Luciana., Rocha, Guilhermina Luiza., Conceição, Rosilene do Carmo., Rocha, Fábio Silva., Peixoto, Rosalda Bezerra. (2021). Trabalho remoto, saúde docente e greve virtual em cenário de pandemia. Trabalho, Educação e Saúde, Rio de janeiro, 19(1), e00309141. https://doi.org/10.1590/1981-7746-sol00309
Tenti, Emilio Fanfani. (2005). La condición docente: análisis comparado de la Argentina, Brasil, Perú y Uruguay. Buenos Aires: Siglo XXI Editores.
Vanier, Alain. (2002). O sintoma social. Ágora, Rio de Janeiro, 5(2), 205-217. https://doi.org/10.1590/S1516-14982002000200001
Vandevelde-Rougale, Agnès., Guerrero, Patricia Morales. (2019). Emoción, discurso managerial y resistencia: El mobing como revelador. Psicoperspectivas, 18(3), 1-12. https://doi.org/10.5027/psicoperspectivas-Vol18-Issue3-fulltext-1595
Venco, Selma. (2019). Uberização do trabalho: um fenômeno de tipo novo entre os docentes de São Paulo, Brasil? Cadernos de Saúde Pública, 35(1), 1-17. https://doi.org/10.1590/0102-311x00207317
Vorcaro, Ângela. (2004). Seria a toxicomania um sintoma social? Revista de Saúde Mental e Subjetividade da UNIPAC, Barbacena, 2(3), 61-73.
World Health Organization. (2019). Burn-out an “occupational phenomenon”: International Classification of Diseases. World Health Organization. Official Website. https://www.who.int/mental_health/evidence/burn-out/en/
